domingo, 1 de janeiro de 2012

Mapas Mentais: recurso para o Ensino Médio, Universitários, Vestibulandos e Concursandos

Quando preciso encontrar um endereço em uma cidade que me é desconhecida, sem ajuda de outra pessoa, com certeza conseguirei me localizar com mais facilidade e mais rapidez se tiver a ajuda de um mapa.  Isto pode se aplicar também à construção do nosso conhecimento, tornando-se um instrumento riquíssimo para nos auxiliar a recordar informações importantes no momento em que delas necessitamos.
Nosso cérebro possui 100 bilhões de células ativas e cada uma pode difundir-se para 20 mil ligações criando uma estrutura idêntica a galhos de uma árvore, ou rodovias interligando cidades. Neste conjunto de ligações neuronais, efetuamos o registro das informações sob a forma de “associações” e “padrões”. Uma boa memória baseia-se na capacidade de ampliar o uso destes instrumentos, registrando as informações em nossa “memória de longo prazo” e, saber trazê-las à nossa mente consciente, quando necessário.
Tudo o que lemos e escrevemos está estruturado de forma linear, palavra após palavra, linha após linha. Em pesquisas realizadas recentemente, pesquisadores provam que o nosso cérebro não trabalha de forma linear. Ele registra as informações recebidas criando intrincadas redes de conexões e a partir delas nossa mente estabelece relações entre idéias, conceitos, imagens etc. A partir desta constatação concluíram que a disposição linear dificulta o estabelecimento de “associações” e a criação de “padrões” que são as maneiras usuais de ativarmos nossa memória.
A criação de MAPAS MENTAIS tem se mostrado um recurso muito importante para superar dificuldades de memorização advindas da organização linear de nossos conteúdos. Na produção do mesmo, estamos criando no mundo externo, de forma concreta, uma estrutura em forma de rede que apresenta semelhanças com a organização neuronal de nosso cérebro.
Produzir um MAPA MENTAL consiste na organização, ao redor do título, disposto no centro de uma folha, dos principais tópicos que desejo registrar em minha mente sobre um determinado assunto. Devemos escrever o mínimo possível. O importante é colocarmos palavras chaves que nos levam à idéia que desejamos registrar. Não escrever todas as palavras na mesma disposição e criar uma rede de ligação entre elas de acordo com a seqüência do assunto. Outro detalhe extremamente rico para nossa memória é, criar símbolos (desenhos) identificando a palavra, a idéia, com uma imagem. Com certeza é muito mais fácil recordarmos de imagens do que de idéias abstratas.
Uma vez criado um MAPA MENTAL temos um instrumento para revisar de forma rápida um grande conjunto de idéias em torno de um assunto. Convém salientar que esta retomada do assunto é de vital importância para fixarmos este conhecimento, transformando-o em um registro em nossa “memória de longo prazo” para poder recordá-lo posteriormente. Fazer esta revisão em cima de conteúdos muito extensos muitas vezes torna-se inviável. Outro aspecto a considerar é que, uma vez criado nosso MAPA MENTAL temos como explorar a nossa visão, pois se o deixarmos afixado em um lugar onde contínuamente entre em nosso “campo visual” também estaremos facilitando o registro desta informação.
Considerando que produzir MAPAS MENTAIS facilita o registro das informações por estarmos reproduzindo a estrutura neuronal de nosso cérebro e, ao mesmo tempo, criando um elemento facilitador para a revisão e para a exploração de nosso campo visual, torna este, um instrumento imprescindível para quem deseja tornar-se um “Estudante Competente”. Recomendamos o mesmo para todos os alunos do ENSINO MÉDIO, VESTIBULANDOS E 3O UNIVERSITÁRIOS, pelos benefícios que o mesmo tem demonstrado dar a quem dele faz uso.

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